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Treinar em casa é possível ?

Treinar em casa é possível ?

Recebo diversas perguntas sobre a possibilidade de realizar o meu Programa de Treinamento nas residências. Portanto, vamos esclarecer a partir de agora quem deve, quem não deve, quando podemos e quando não podemos realizar exercícios físicos em casa.
Indivíduos sedentários (sem prática regular de exercícios físicos, seja esporte ou academia), apresentam em condição atual, níveis de aptidão cardiovascular (Vo2 máx) e Neuromuscular (força) igual à população que ele representa: um sedentário. Não há nada construído em termos endócrino-metabólico, fisiológico e cardiovascular nesses indivíduos.
Sendo assim, qualquer mudança que o faça sair da condição de Homeostase (equilíbrio) orgânica, irá provocar alterações significativas em termos de melhora das condições de saúde e qualidade de vida, irá deixá-lo mais forte, mais resistente e mais condicionado.
Se refletirmos em termos de números, por exemplo, em um exercício de agachamento, indivíduos normais mulheres possuem em média um IFMR (índice de força máxima relativa), ou seja, quantos % essa pessoa consegue agachar em relação ao seu peso corporal, de 0,8 a 1,2 (80% a 120% do peso corporal). Então, se essa mesma mulher sedentária iniciar a prática do agachamento como na foto ao lado (sentar e levantar da cadeira), ela já estará estimulando melhora em seus níveis de força para membro inferior.
Dentro desse tipo de treinamento em residência, há uma população que acredito que deveria ser a mais procurada para essa prática; afinal, não há necessidade de sair de casa, e necessita da prática de exercício de contra-resistência (força), é a população idosa. No idoso, ocorrem perdas das aptidões de maneira natural ao longo da vida, e no idoso que optou por ser sedentário durante todos os anos, há uma perda maior ainda.
Mas, retornando à população adulta sedentária, existe um limite para que esse modelo de treinamento em residência seja seguido, pois principalmente os níveis de força, mais que os níveis de condição cardiovascular onde o que determina é apenas volume e intensidade, não aumentam mais, pois o indivíduo se torna mais forte. Assim, existem dois caminhos a escolher: adquirir equipamentos que recrutem maior contra-resistência ou se matricular em uma academia. E nós, profissionais da área da Educação Física (únicos capazes de prescrever de maneira adequada exercícios físicos) devemos estar aptos a elaborar um programa que contemple todas as necessidades desse indivíduo que um dia optou por não ser mais uma pessoa sedentária.

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